quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ralf se incomoda com futuro incerto, espera renovar e detalha dívidas do Timão

As situações de Emerson Sheik e Guerrero, que têm contrato apenas até o meio do ano, são as mais emergenciais no Corinthians. No entanto, Ralf também se incomoda com o futuro incerto. O volante tem vínculo até 31 de dezembro deste ano e gostaria de ser chamado pela diretoria para poder renovar o contrato. Em coletiva nesta quarta-feira, ele também mostrou-se chateado com os gritos de "mercenários" de parte da torcida.

- Chegar com seis meses para acabar o contrato deixa a gente um pouco balançado. Nunca deixei de trabalhar, a dedicação sempre existiu, independentemente dos atrasos. Sempre nos dedicamos. Ficamos chateados de sermos chamados de mercenários. A gente só exige mais respeito. Quando a vitória não vem, fica fácil crucificar. Somos profissionais, sabemos que as cobranças sempre vão existir, mas não aceitamos sermos chamados de mercenários. Aqui é todo mundo sério e pai de família - disse o camisa 5 do Timão, no CT Joaquim Grava, que disse compreender que as prioridades da diretoria são os casos de Sheik e Guerrero.

- Tenho mais seis meses de contrato, quero permanecer, todo mundo sabe disso. Quero conquistar mais títulos aqui. Quando uma negociação vai se arrastando, vai ficando indefinida, temos que pensar bem na carreira. Não sei o dia de amanhã. Até o fim do ano sei que estarei aqui, depois, não sei o que pode acontecer. Tem outros contratos para serem definidos antes, mas espero uma definição minha também - completou.

Prestes a completar 31 anos em junho, o jogador não pensa em defender outro clube do Brasil a partir do ano que vem, apesar de já ter recebido sondagens nos últimos anos. Cruzeiro e até o rival São Paulo mostraram interesse, recentemente. Ele não vê com maus olhos ir para centros como China, Japão, Qatar ou Emirados Árabes.

- Não me vejo em clube algum que não seja o Corinthians, só posso entregar na mão de Deus. Não me vejo em outro clube daqui, da Europa muito menos. Aqui no Brasil acho difícil trocar o Corinthians por outro clube. Mas vamos ver o que é melhor. Espero resolver minha situação o mais rápido possível - afirmou.

Ralf estava na lista dos jogadores que tinham dinheiro de longa data a receber da diretoria. Antes do duelo contra o Guaraní (PAR), na quarta-feira passada, o clube recebeu um empréstimo bancário de cerca de R$ 7 milhões e quitou parte dos atrasados. As dívidas do volante chegavam a nove meses, e ainda falta o valor referente a quatro meses a receber. No caso dele, ainda há uma dívida em relação a compra de seus direitos econômicos, em 2012.

- Eu estava com nove meses de direitos de imagem atrasados. Nunca tinha passado por isso antes. Quitaram cinco meses comigo e com outros jogadores, que eram a parte mais pesada. Agora ainda estão devendo quatro meses. Comigo ainda tem outras pendências que ainda pesam um pouco. Mas a gente sabe que o Roberto (de Andrade, presidente) e a diretoria não estão medindo esforços para quitar. Nunca passamos por isso, é difícil para ele (Roberto) também, fica dias sem dormir, passando noites em claro, querendo dar uma boa resposta para nós. A gente sabe que estão tentando resolver e agradecemos o esforço também - concluiu o camisa 5, que é o jogador do elenco com mais partidas pelo clube (319 jogos, desde janeiro de 2010).

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Drubscky vê justiça em goleada: "Nada deu certo"

Ricardo Drubscky e Giovanni Atlético-MG x Fluminense (Foto: BRUNO HADDAD/FLUMINENSE F.C.)

Foi um domingo de pesadelo para o Fluminense em Brasília. Com uma atuação abaixo da média, o Tricolor jogou muito mal e foi goleado por 4 a 1 pelo Atlético-MG, no Estádio Mané Garrincha. Após a partida, o técnico Ricardo Drubscky reconheceu a exibição desastrosa e admitiu que o resultado foi justo.  

- Foi uma derrota ruim, um jogo ruim, que não esperávamos. Nada deu certo. A equipe não encaixou. O Atlético-MG jogou bem melhor que o Fluminense e acabou por merecer a vitória – disse Ricardo Drubscky.

O treinador do Fluminense ainda falou sobre a revolta de um torcedor, que arremessou moedas em sua direção. Apesar de lamentar a situação, Drubscky disse entender a raiva da torcida e ressaltou que a atitude é reflexo da sociedade brasileira. 

- Me jogaram umas moedas. Um torcedor do Fluminense, nervoso, isso faz parte da cultura brasileira. É uma situação desagradável, repudio muito. Compreendo também, o camarada estava nervoso. Em momento nenhum tem direito de fazer o que ele fez. Não é isso que vai me tirar do sério, estou tranquilo, vou adiante sem problemas. Não entreguei para o quarto árbitro nada porque é uma coisa normal da nossa sociedade, infelizmente.

Contra o Galo, Drubscky apostou numa formação com três volantes (Pierre, Edson e Jean) e os meias Gerson e Vinícius encostados em Fred. Não deu certo. E a possibilidade de mudança para o jogo contra o Corinthians, domingo que vem, no Rio, é gigante.

- Sem dúvida essa equipe que jogou inspira mudanças para o próximo jogo. Jogador sabe, a gente sabe. A gente fica dependente do que a equipe mostra para pensar no jogo seguinte. Ela não foi bem num todo. No segundo tempo, foi melhor, mas longe do que a gente pode produzir. Vamos ver o que mudar e como mudar.

O treinador preferiu poupar os reforços. Para ele, o zagueiro Antônio Carlos e o atacante Magno Alves ainda não podem ser avaliados, principalmente depois de um jogo tão ruim do time.

- Coloco os dois na mesma condição. Difícil avaliar os dois num contexto de jogo ruim, de derrota, uma derrota expressiva, muito ruim. É difícil analisar. A gente não pode julgar.

O grupo do Fluminense está de folga nesta segunda-feira. Volta aos treinos na tarde de terça-feira, às 15h. 

Confira os trechos da entrevista

Diferença de gols
Eu acho que retratou bem a superioridade do Atlético, fez por onde vencer bem do jeito que venceu. Tivemos alguns lampejos da metade para frente no primeiro tempo, infelizmente não aconteceu. No segundo tempo, tivemos alguns momentos bons, mas isso não nos dá a credencial para pleitear algo melhor. A equipe não foi bem, a gente tem que reconhecer. Acredito que a gente vai se armar de uma maneira bem melhor, teremos jogos bem melhores para frente.

Avaliação do time

A equipe como um todo não foi bem. Sempre temos alguns jogadores quando a equipe não vai bem, alguns vão um pouco pior, até por sofrerem em decorrência do mau andamento da equipe. Hoje não quero mencionar nem para o bem, nem para o mal. A nossa equipe como um todo não foi bem.

Dificuldades no campeonato
Não posso prever coisas futuras, acredito que o elenco tem coisas boas para dar, fizemos bom jogo contra o Joinville, um jogo ruim contra o Atlético. Precisamos deixar a coisa andar mais. Não pode servir de parâmetro esse jogo, jogamos muito mal, não fomos competitivos como deveríamos. Não entramos no jogo. A gente tem que lembrar dos erros que tivemos. Estava longe do meu pensamento ter uma atuação tão abaixo daquilo que a gente pode.

Atuação de Gerson e Jean

Não vou citar nomes ou setores. A equipe fez bons treinos, apresentou bons sinais com a formação. Não foi um dia para o Fluminense. Temos que rever alguns pontos, analisar, esfriar a cabeça. Pensando para cima, para frente, e recompor de maneira firme o próximo compromisso.

Repensar o time

Sem dúvida essa equipe que jogou inspira mudanças para o próximo jogo. Jogador sabe, a gente sabe. A gente fica dependente do que a equipe mostra para pensar no jogo seguinte. Ela não foi bem num todo. No segundo tempo, foi melhor, mas longe do que a gente pode produzir. Vamos ver o que mudar e como mudar.

Discussão com torcedor no fim
Me jogaram umas moedas. Um torcedor do Fluminense, nervoso, isso faz parte da cultura brasileira. Da condição de o Brasileiro de viver com o espetáculo. Situação desagradável, repudio muito. Compreendo também, o camarada estava nervoso. Em momento nenhum tem direito de fazer o que ele fez. Não é isso que vai me tirar do sério, estou tranquilo, vou adiante sem problemas. Não entreguei para o quarto árbitro nada porque é uma coisa normal da nossa sociedade, infelizmente.

Oscilações dos jogadores

A gente quer ter todos em plena forma, em plena condição. A gente conta com isso, altos e baixos de alguns jogadores. A gente espera que acabe logo, que chegue a um final o quanto antes, que a gente consiga encaixar um 11 que dê respostas positivas, depois as opções que vão buscando seu espaço. Acho que vamos chegar nesse nível.

Necessidade de reforços
Da minha boca não vão ouvir esse tipo de expressão. Se tiver que discutir essas questões de contratação, como já disse, será internamente. Nunca vamos estar fechados para contratações. Vamos deixar sempre abertos, tenho dito isso, tenho dito que o andar do campeonato vai mostrar algumas necessidades e assim vai ser. Continuar trabalhando, vamos discutir necessidades da equipe.

Antônio Carlos e Magno Alves
Coloco os dois na mesma condição. Difícil avaliar os dois num contexto de jogo ruim, de derrota, uma derrota expressiva, muito ruim. É difícil analisar. A gente não pode julgar.

Diferença para equipes apontadas como favoritas
O Atlético está num nível muito alto de competição, jogando jogos importantes, tem um treinador desde o ano passado, elenco desde o ano passado. Elenco bem mantido. Tem uma base de dois, três anos. Realmente é um time muito forte. Infelizmente essas coisas a gente não releva muito quando a gente vai avaliar o confronto. O Fluminense sofreu por isso também, uma equipe muito poderosa, num nível inferior de competitividade em relação ao Atlético. A gente espera correr atrás disso, acredito que com os jogadores que temos são capazes, a gente pode dar a volta por cima, precisamos estar mentalmente fieis a isso, acreditando que a gente pode fazer coisa boas.

Magno Alves lamenta retorno desastroso: “Tentei dar o meu melhor”

Magno Alves Atlético-MG x Fluminense (Foto: BRUNO HADDAD/FLUMINENSE F.C.)

O retorno ao Fluminense após quase 13 anos não foi bem como Magno Alves imaginava. A derrota por 4 a 1 para o Atlético-MG, em Brasília, evidenciou as deficiências do Tricolor e mostrou que o técnico Ricardo Drubscky terá muito trabalho pela frente.  O atacante, que voltou do intervalo no lugar de Gérson, disse que pouco pôde fazer para mudar o panorama da partida, mas reconheceu que precisa evoluir.

- Entrei com o time perdendo por 2 a 0. Tentei dar o meu melhor. É complicado pegar o ritmo, pois o jogo já estava quente. Temos que corrigir alguns detalhes – analisou Magno Alves, na saída do gramado. 

O outro estreante da noite teve um domingo ainda menos feliz do que Magno Alves. Titular, Antônio Carlos teve uma exibição abaixo da média e falhou em vários ataques do Atlético-MG. Para o defensor, no entanto, o Fluminense tem que analisar os erros e ter, nesta derrota, seu ponto de partida para uma reviravolta. 

- Esse jogo tem que ser o ponto de partida, porque hoje jogamos muito mal – disse Antônio Carlos. 

Na 10ª colocação, com três pontos, o Fluminense volta a campo no próximo domingo, às 16h, quando recebe o Corinthians no Maracanã.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Fluminense deve enfrentar o Corinthians em Brasília


A diretoria do Fluminense tem até a próxima quinta-feira para definir se levará ou não o jogo contra o Corinthians, pela terceira rodada do Brasileirão, do Maracanã para o Mané Garrincha, em Brasília. O compromisso está marcado para 24 de maio, e o prazo para a mudança é até 10 dias antes da data do confronto. Segundo o GloboEsporte.com apurou, o clube recebeu uma oferta de R$ 850 mil para transferir a partida. A tendência é que o valor seja aceito.

Em momento financeiro delicado, a quantia seria usada para ajudar a manter o volante Edson. Os direitos econômicos do atleta estão vinculados ao Coimbra, time mineiro gerido pelo banco BMG, a quem o Fluminense tem de pagar o valor de R$ 1,2 milhão.

Estádio Mané Garrincha Fluminense x Bahia (Foto: Richard Souza)

Segundo o vice de futebol do clube, Mário Bittencourt, a decisão depende de um consenso.

- Recebemos a proposta para fazer o jogo contra o Corinthians fora do Rio. Nós e vários outros por causa das novas arenas. Está ainda sob análise pelo presidente, financeiro e futebol. São coisas do futebol moderno. Estamos em reconstrução, também temos que olhar o critério financeiro. O critério técnico é o primeiro. Podemos optar por jogar lá, mas ainda não está decidido - disse o dirigente.

Antes de enfrentar o Corinthians, no Rio ou em Brasília, o Fluminense pega o Atlético-MG neste domingo, às 16h, em Brasília. O mando de campo é do Galo. Porém, caso o jogo diante do Timão seja confirmado para o Distrito Federal, a delegação tricolor retornará ao Rio entre os dois compromissos.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...