quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Clubes pedem, e CBF altera as datas das finais da Copa do Brasil

 
Sorteio; Copa do Brasil; CBF; taça (Foto: Fernando Freire)Troféu da Copa do Brasil 2015 (Foto: Fernando Freire)

A CBF comunicou, no fim da manhã desta quarta-feira, que cedeu aos pedidos dos semifinalistas da Copa do Brasil e alterou as datas das decisões do torneio. A entidade soltou nota em seu site oficial informando que as partidas serão realizadas nos dias 25 de novembro e 2 de dezembro. Anteriormente, o duelo de ida da final aconteceria na próxima quarta-feira, dia 4 de novembro, com o confronto de volta ocorrendo no dia 25. A ideia partiu do Santos e foi aceita pelos outros.

Na noite desta quarta, Palmeiras x Fluminense e Santos x São Paulo decidem quem serão os dois finalistas da competição. Na semana passada, o Tricolor carioca venceu o Verdão por 2 a 1, no Maracanã. O Peixe derrotou o Tricolor paulista por 3 a 1, no Morumbi.

Veja o comunicado da CBF:

"As finais da Copa do Brasil 2015 serão dias 25 de novembro e 2 de dezembro. Após solicitação dos semifinalistas da competição, Fluminense, Palmeiras, Santos e São Paulo, a CBF atendeu ao pedido e alterou as datas da decisão".

Insatisfeito com espaço para torcida do Flu, presidente cobra medidas da CBF


Os ingressos para a partida entre Palmeiras e Fluminense estão esgotados, mas o assunto ainda gera debate antes da partida que decide uma vaga na final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, às 22h.Peter Siemsen, reclamou da carga destinada aos visitantes, que ficaram com apenas 1,7 mil dos 39,5 bilhetes disponibilizados. Segundo o presidente, o clube chegou a ingressar com uma reclamação por não receber os 10% a que teria direito, mas sabia que não seria atendido. E adotou a medida para chamar atenção da CBF (assista ao vídeo). 

- A gente só entrou com a medida, sabendo quase da impossibilidade operacional de acontecer,  para marcar posição clara de que isso é um problema e não pode alguns acatarem a regra e outros não. Que a CBF trate do assunto de forma firme. Se tiver que corrigir a redação da regra, redija, mude a redação, para que ano que vem todos venham a cumprir os 10% - afirmou.

Peter Siemsen, presidente do Fluminense (Foto: Reprodução/SporTV)

Na segunda-feira, o Flu ingressou com uma medida cautelar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva para garantir o repasse de mais ingressos, mas o pedido foi indeferido pelo STJD. A entidade aceitou o argumento do clube paulista, que alegou ter determinado a quantidade com base nas recomendações de órgãos de segurança. Apesar da tentativa, Siemsen admitiu que tinha pouca esperança de reverter a situação, mas quis deixar registrado a insatisfação. 

- A gente sabia que, do ponto de vista de logística, o Palmeiras tinha praticamente vendido tudo, principalmente na área próxima à destinada ao Fluminense. Na prática, ia ser quase impossível viabilizar alguma solução de emergência - disse.

O presidente tricolor lembrou ainda que, no primeiro jogo da semifinal, no Maracanã, a torcida palmeirense teve direito a 10% do espaço, conforme determina a regra. 

- Existe uma regra de 10%. No Maracanã tem aquela grade demarcando a área de visitante, onde cabem 10%. Se eu tirar aquela grade e reduzir para mil, a polícia vai fazer que laudo? Vai dizer que só tem segurança para mil pessoas. Então, o estádio tem que se adequar à legislação - afirmou. 

Palmeiras e Fluminense se enfrentam nesta quarta-feira, às 22h, na Arena do Verdão. Depois de vencer no Maracanã por 2 a 1, o Tricolor avança com um empate ou se perder por um gol de diferença (a partir de 3 a 2). O Palmeiras precisa da vitória por 1 a 0 ou por dois gols de vantagem, se levar gols.

Peter chama Rubens Lopes de “figura antiga” e diz que falta bom senso

Peter Siemsen Fluminense (Foto: Hector Werlang / GloboEsporte.com)

O embate declarado entre o presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), Rubens Lopes, e os filiados Flamengo e Fluminense, integrantes da Primeira Liga (com clubes de Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais), está muito longe de um capítulo final. Rubinho gostou da decisão da assembleia geral da CBF de não se opor à criação da Primeira Liga com a condição de exigir o cumprimento de normas e estatutos. Em entrevista ao blog Bastidores F.C., ele se diz aberto ao diálogo com Eduardo Bandeira de Mello e Peter Siemsen, mas avisa que para disputar a nova competição a dupla precisa da autorização da Ferj.    

Em São Paulo para o segundo jogo da semifinal da Copa do Brasil, entre Palmeiras e Fluminense, nesta quarta-feira, o presidente tricolor mostrou confiança em ver a competição da Liga sair do papel. Em tom crítico, afirmou que torce para que "figuras antigas do futebol" sejam trocadas para que uma nova fase do futebol brasileiro seja criada.

- A Liga já saiu. Se vai sair a competição da Liga, é o segundo passo. Tem tudo para caminhar, para que sai, para que aconteça. Houve a aprovação numa assembleia, teve aí uma série de reuniões, há o reconhecimento oficial da existência da Liga. Há o reconhecimento oficial da existência da competição. Agora, é colocar mãos à obra, vamos enfrentar, obviamente, algumas situações políticas, algumas situações organizacionais. Mas eu acho que a gente tem tudo para superar tudo isso e construir um futebol brasileiro melhor, mais sólido. A gente está precisando um pouco oxigenar, pegar essas figuras muito antigas do futebol brasileiro e mudar essas figuras, trocá-las, para que a gente possa criar uma nova fase do futebol brasileiro, com um projeto de longo prazo. Olhar a luz no fim do túnel e saber que daqui a oito, dez anos, que o Brasileiro vai ser gerenciado num modelo europeu, transparente, sustentável.  

Um dos pontos polêmicos do embate Ferj x Dupla Fla-Flu é a disputa do Carioca com times alternativos. Rubens Lopes garante que os times jogarão o estadual com suas equipes principais, ideia que Peter Siemsen rebate. 

- Todos os times que participam do Carioca querem ganhar o título. Não macula nada você ser realista. Claro que você tem que ter essa liberdade de usar os jogadores a partir do momento que se tornam profissionais. Eles se tornam aos 16 anos, conforme a lei. O clube tem que ter o direito de fazer uso de jogadores profissionais, que ele paga, ele remunera. Ele tem que ter o direito de, no campeonato que inicia a temporada, que é preparatório, analisar o elenco, usar todo o seu elenco. Usar vários jogadores sub-20 para avaliar quais vão enfrentar a dura temporada da Copa do Brasil e do Brasileiro. Esse é o papel do Campeonato Carioca. Para esse papel, é importante não ter essa limitação. O campeonato pode nos ajudar a apresentar grandes e novos jogadores. Está faltando um pouco de bom senso, um pouco de conhecimento do presidente da federação, para que ele possa fazer uma boa análise de quanto é importante o Campeonato Carioca, mas qual é o verdadeiro papel dele dentro desse processo.      

O presidente da Ferj diz que acena com a bandeira branca, mas não abre mão de ter respeitadas as condições impostas pelo estatuto da entidade que comanda. Resumo: é só o início da polêmica.

- O dirigente deveria estar do lado dos clubes, deveria ter uma capacidade e um bom senso de saber analisar cenário comercial, político. Infelizmente, não é a tônica no Rio de Janeiro. É difícil. Nós consideramos o Carioca um campeonato importante, de valor, vem sendo mal trabalhado há muitos anos, mas isso não é o caso. A temporada é muito dura para o elenco, para o clube. O Campeonato Carioca tem o seu espaço, tem o seu lugar, e a característica dele deveria ser abertura de temporada, preparação para o grande campeonato do Brasil, que é o Brasileiro, o segundo maior, que é a Copa do Brasil, competições internacionais que acontecem também pós o Carioca – afirmou Peter.

Mario reclama de ingressos ao Flu: "Atitude nada nobre do Palmeiras"

Arena do Palmeiras (Foto: Felipe Zito)

A carga de ingressos destinada à torcida do Fluminense no jogo com o Palmeiras, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil, ainda causa descontentamento. Ao comentar o assunto, na concentração da equipe carioca, em São Paulo, Mario Bittencourt, vice de futebol, reclamou da atitude do adversário, lembrou que o Tricolor cumpriu o regulamento da CBF e afirmou que a decisão do STJD, de negar o pedido de 10% da capacidade do estádio ao visitante, causa desequilíbrio na competição.  

Ao alegar questões de segurança, baseado em laudo da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, o Verdão destinou 1.746 entradas ao Flu. A carga total é de 39,5 mil. Pelo regulamento da CBF, então, o Tricolor deveria ter recebido 3.950.  

- Fomos prejudicados no campo na semana passada pelo senhor Leandro Vuaden e agora tivermos o nosso direito e de nossa torcida violados na questão dos ingressos. Foi uma atitude nada nobre do Palmeiras - disse Mario, ao lembrar o pênalti marcado, no jogo de ida, em Zé Roberto e fazer referência a Paulo Nobre, presidente do clube paulista.  

Para ter acesso aos 10% dos bilhetes, o Flu enviou dois ofícios à CBF. Não obteve resposta. Por fim, ingressou com medida cautelar no STJD. E o presidente Caio Rocha a negou ao aceitar o argumento da questão de segurança do Palmeiras. 

- Lamentável o que ocorreu. Cumprimos corretamente o regulamento liberando os 10 % de ingressos no Maracanã e, como troco, recebemos a liberação de apenas 4% da carga máxima do estádio. Descumpriram o artigo 80 do regulamento geral das competições da CBF e, para piorar, tiveram o aval do STJD que negou nosso pedido liminar, curiosamente, em conflito com o caso do Paysandu, o qual fizemos o mesmo pedido e fomos atendidos. Os casos são idênticos e as decisões proferidas, diferentes. Na decisão o texto do regulamento foi "interpretado" de forma equivocada e, na minha opinião, sepultou o artigo 80 do RGC. Diante dessa decisão, certamente, ninguém mais cumprirá o regulamento e ele se tornará letra morta - completou Mário.  

O artigo 80 do RGC da CBF diz que: "o clube visitante terá o direito de adquirir, com pagamento prévio, a quantidade máxima de ingressos correspondente a dez por cento (10%) da capacidade do estádio ou da capacidade permitida pelos órgãos de segurança, desde que se manifeste em até três (3) dias úteis antes da realização da partida através de ofício dirigido ao clube mandante, obrigatoriamente com cópia às federações envolvidas e à DCO".

- Acho que a CBF precisa se posicionar, o que não fez neste caso se omitindo, porque diante dessa decisão fica claro o desequilíbrio da competição. Claro. O Palmeiras jogará sempre em vantagem diante de qualquer concorrente em seu estádio. Se não pode abrigar 10% da carga prevista no regulamento para o visitante, deveria, então, não receber jogos das principais competições nacionais - acrescentou Mário.  

O Flu venceu a partida de ida por 2 a 1. Joga pelo empate. Ou por derrota de um gol de diferença, desde que marque dois ou mais.

sábado, 24 de outubro de 2015

Em reencontro com o Flu, Walter encerra jejum e marca após dez jogos

walter fluminense x atlético-pr brasileiro (Foto: Gustavo Oliveira/Atlético-PR)


Nada como um reencontro para deixar a má fase para trás e recuperar a inspiração que o fez assumir a artilharia do Atlético-PR no Campeonato Brasileiro. Ao atuar contra o seu ex-clube, o atacante Walter encerrou o jejum de 10 jogos sem gols, voltou a balançar as redes e garantiu a vitória do Atlético-PR por 1 a 0 sobre o Fluminense, na tarde deste sábado, no Maracanã. 

O atacante não balançava as redes desde o empate por 1 a 1 com o Figueirense, dia 9 de setembro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mas, vale lembrar, ele não esteve em campo em três delas por conta de uma lesão na coxa. 

Depois de um primeiro tempo com poucas chances e muitas chances desperdiçadas, o camisa 18 voltou com outra postura na segunda etapa. E não demorou para o gol sair. Aos 14 minutos, Marcos Guilherme lançou com perfeição pela esquerda e o atacante acertou o cabeceio sem chances para Diego Cavalieri. 

- Fico feliz, eu estava passando por um momento difícil, tivemos uma conversa muito grande no vestiário. Mas eu tava com a consciência de boa, é meu terceiro jogo depois de uma lesão. Mas eu estou muito feliz e esse gol é para minha filha que eu tanto amo - declarou o jogador após a partida. 

Essa vitória vai dar uma moral para nós. O Atlético-PR com a torcida que tem não pode estar nessa situação
Walter

A notícia ruim é que o camisa 18 recebeu o terceiro cartão amarelo, e está fora do jogo contra a Chapecoense, no próximo final de semana. Mas antes disso, o jogador estará em campo contra o Sportivo Luqueño, pelas quartas de final da Copa Sul-America. Segundo ele, o clima será de guerra no jogo marcado para às 20h (de Brasília) de quarta-feira. 

 - Essa vitória vai dar uma moral para nós, sim. O Atlético-PR com a torcida que tem não pode estar nessa situação. E quarta-feira vai ser uma guerra para avançar na Sul-America - prometeu o camisa 18. 

Depois de Walter, o grande nome do triunfo atleticano foi o goleiro Weverton. Tanto no primeiro, como no segundo tempo, o arqueiro praticou belíssimas defesas. Para o atacante, goleiro rubro-negro não merece apenas agradecimento do grupo, mas uma convocação para a Seleção Brasileira. 

- Com certeza, vamos agradecer muito. Ele é um goleiro que está há três anos nessa pegada w tem muita gente que não fala dele. Ele é um grande goleiro e que quem sabe merece uma vaga na Seleção Brasileira - finalizou. 

Sem Walter, o Atlético-PR volta a campo contra o Sportivo Luqueño, do Paraguai, às 20h (horário de Brasília) de quarta-feira, pela partida de volta das quartas de final da Sul-Americana. Qualquer empate classifica a equipe para a semifinal da competição. Pelo Brasileiro, o próximo jogo da equipe rubro-negra é contra a Chapecoense, fora de casa, no domingo.

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