Os ingressos para a partida entre Palmeiras e Fluminense estão esgotados, mas o assunto ainda gera debate antes da partida que decide uma vaga na final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, às 22h.Peter Siemsen, reclamou da carga destinada aos visitantes, que ficaram com apenas 1,7 mil dos 39,5 bilhetes disponibilizados. Segundo o presidente, o clube chegou a ingressar com uma reclamação por não receber os 10% a que teria direito, mas sabia que não seria atendido. E adotou a medida para chamar atenção da CBF (assista ao vídeo).
- A gente só entrou com a medida, sabendo quase da impossibilidade operacional de acontecer, para marcar posição clara de que isso é um problema e não pode alguns acatarem a regra e outros não. Que a CBF trate do assunto de forma firme. Se tiver que corrigir a redação da regra, redija, mude a redação, para que ano que vem todos venham a cumprir os 10% - afirmou.
Na segunda-feira, o Flu ingressou com uma medida cautelar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva para garantir o repasse de mais ingressos, mas o pedido foi indeferido pelo STJD. A entidade aceitou o argumento do clube paulista, que alegou ter determinado a quantidade com base nas recomendações de órgãos de segurança. Apesar da tentativa, Siemsen admitiu que tinha pouca esperança de reverter a situação, mas quis deixar registrado a insatisfação.
- A gente sabia que, do ponto de vista de logística, o Palmeiras tinha praticamente vendido tudo, principalmente na área próxima à destinada ao Fluminense. Na prática, ia ser quase impossível viabilizar alguma solução de emergência - disse.
O presidente tricolor lembrou ainda que, no primeiro jogo da semifinal, no Maracanã, a torcida palmeirense teve direito a 10% do espaço, conforme determina a regra.
- Existe uma regra de 10%. No Maracanã tem aquela grade demarcando a área de visitante, onde cabem 10%. Se eu tirar aquela grade e reduzir para mil, a polícia vai fazer que laudo? Vai dizer que só tem segurança para mil pessoas. Então, o estádio tem que se adequar à legislação - afirmou.
0 comentários:
Postar um comentário