O grande desafio para a ainda incipiente carreira de Samuel pode ser agora. Destaque do Fluminense nos últimos jogos, o jovem atacante pode ter que assumir a responsabilidade de ser o principal homem de frente do time.
A condição de coadjuvante terá de dar lugar ao protagonismo. Fred teve a pena reduzida para duas partidas, mas ficará de fora contra o São Paulo, no domingo. Rafael Sobis, com edemas na perna direita, tem grandes chances de também ser desfaque.
Um cenário até aqui inédito na breve história de Samuel nas Laranjeiras. Antes deste momento, sempre havia um Rafael Moura, um Wellington Nem ou um Thiago Neves para dividir a responsabilidade de fazer os gols. Mas a realidade agora é outra, e o camisa 31 lidera a turma de jovens atacantes do elenco, como Marcos Júnior e Kenedy.
Se Fred e Rafael Sobis não puderem estar em campo a curto prazo, Samuel terá de ser a referência do ataque do Fluminense, que ainda tenta se recuperar na temporada e se afastar de vez da zona de rebaixamento do Brasileirão.
Mas o garoto parece estar preparado. Foi ele quem garantiu o triunfo sobre o Goiás, na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, e também a vitória sobre o Náutico, na rodada passada do campeonato nacional. Ele já é o vice-artilheiro do Fluminense na temporada, com oito gols, três a menos do que Rafael Sobis, e com o mesmo número de Fred. Além disso, ganhou crédito com Vanderlei Luxemburgo e entrou nas últimas quatro partidas do time. O desafio pela frente promete ser grande. A confiança para encará-lo, também.
– Foram dois jogos que pude fazer gol. É muito cedo para falar que estou numa boa fase, as coisas vão acontecer naturalmente. Continuarei trabalhando. O professor Luxemburgo sabe que pode contar comigo – afirmou o confiante Samuel.
ATACANTE QUASE FOI NEGOCIADO
No início do último mês, Samuel esteve em vias de deixar o Fluminense, devido ao interesse do Espanyol (ESP) em contar com o atacante. Inicialmente, os espanhóis ofereceram cerca de R$ 7,2 milhões para levar o atleta e o Flu recusou, pois achava que os valores ainda eram inviáveis para liberá-lo.
Em seguida, o clube catalão sinalizou em pagar cerca de R$ 11 milhões para ficar com o jogador, valor este que agradou à diretoria do Fluminense. Contudo, a proposta não foi formalizada e o negócio acabou não sendo concluído.
O dinheiro era visto com bons olhos pelos dirigentes tricolores, pois o clube passa por uma crise financeira devido à penhora de grande parte de suas arrecadações pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. O medo de ter também esta renda penhorada fez com que o Fluminense só aceitasse liberá-lo ao fim da temporada, recebendo a quantia a que teria direito, cerca de R$ 5,5 milhões por 50% dos direitos econômicos, em dezembro. O negócio, porém, não foi à frente
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