Após começar o Campeonato Brasileiro praticando a política de ingressos baixos, o Fluminense anunciou na tarde desta terça-feira em seu site oficial que os preços serão a partir de agora variáveis e de acordo com cada partida. Passam a ter influência sobre os valores dos bilhetes a magnitude do evento, horário, data e o adversário. Contra o Goiás, por exemplo, domingo no Maracanã, a entrada mais barata foi confirmada a R$ 20. A mudança é fruto de um estudo realizado pela diretoria tricolor e tem como objetivo valorizar o programa de Sócio Torcedor.
O reajuste, tendo em vista o cronograma divulgado antes do campeonato com valores fixos de R$ 10, chega a 100%. Tudo para corrigir um problema criado pela talvez principal bandeira da gestão do presidente Peter Siemsen: lutar contra a elitização do futebol. E, para entendê-lo, é preciso pensar em um conjunto de jogos, não apenas em uma partida isolada. Se um torcedor for aos três compromissos do Flu em agosto, de acordo com o valor mais baixo, gastará R$ 30. O sócio-torcedor, com 50% de desconto na compra da entrada, portanto, R$ 15. Este tem ainda a mensalidade, a R$ 29,90. Somando os dois, o investimento vai a R$ 44,90. Um extra de quase R$ 15 na comparação com quem não contribuiu mensalmente ao clube. Passando a ser R$ 20, a lógica fica invertida. O torcedor desembolsaria R$ 60. O sócio-torcedor, R$ 59,90 (R$ 30 da meia-entrada mais a mensalidade), tendo ainda prioridade na hora da compra.
Público pagante total: 116.998
Média: 29.249
Renda total: R$ 2 milhões
Média: R$ 500 mil
- O presidente afirmou que o objetivo do Fluminense é oferecer preços populares e estamos atingindo esta meta. Será que para os nossos sócios não é bom ir ao Maracanã domingo, às 18h30, ver a volta do Fred, ver o seu clube que está na terceira colocação, não vale dez reais? É uma decisão soberana de cada um. Acho que é justo e continua dentro da política de preços baratos, de popularizar o futebol. Vender o ingresso ao preço de um saco de pipocas é ser popular. Somos contra a elitização, queremos ajudar o torcedor, em uma magnitude de um estádio que é o Maracanã. Incrivelmente, é o primeiro evento em que você paga menos do que os demais gastos. O ingresso é mais barato que o transporte e a alimentação. Não vamos fixar os preços, vamos analisar a cada jogo. Porém, posso afirmar que não vamos colocar preços abusivos como em outros clubes. Cabe observar que o futebol no Brasil não é subsidiado por nenhuma lei. Muitas peças de teatro são beneficiadas com subsídios com a Lei Rouanet. Muitos filmes brasileiros são produzidos com subsídios de leis de apoio ao cinema. E nem por isso os ingressos são mais baratos. Temos de pagar nossos jogadores, pois nosso elenco é qualificado - explicou o vice-presidente de Projetos Especiais do Flu, Pedro Antônio Ribeiro, responsável por fazer o levantamento a pedido do presidente do clube.
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