Durou um mês e cinco dias. Da data em que firmou compromisso de dois anos com o Fluminense até a véspera do segundo jogo do time pelo Campeonato Carioca, Felipe Ximenes teve pouco tempo de trabalho, mas acabou demitido do cargo de diretor executivo. A saída acontece pouco antes do treino desta quarta-feira, atividade preparatória para a partida contra o Bonsucesso, quinta-feira, no Maracanã. E, com isso, o vice-presidente de futebol Ricardo Tenório passa a centralizar as decisões do departamento.
A diretoria tricolor, no entanto, ainda não se pronunciou. Porém, segundo o que GloboEsporte.com apurou, a decisão de demitir Ximenes partiu de Celso Barros, presidente da patrocinadora do clube. A rescisão foi assinada, inclusive, pouco antes do treino das 16h30m nas Laranjeiras.
Ximenes chegou ao Fluminense no dia 17 de dezembro do ano passado. Apesar de discursar sobre o futuro do clube nas entrevistas, logo nos primeiros dias de trabalho acabou como coadjuvante. Ficou fora de boa parte das conversas para a definição de Renato Gaúcho como novo técnico, o que foi definido logo após Ricardo Tenório assumir a vice-presidência de futebol.
Até mesmo na negociação com os reforços Walter e Chiquinho teve pouca participação - Conca havia sido contrato antes da sua chegada. Durante a pré-temporada, em entrevista ao GloboEsporte.com, questionado se havia recebido carta branca no clube, respondeu:
- Ninguém pode ter carta branca no clube. Porque o clube é uma instituição centenária que tem poderes. Quando começa a dar para profissionais autonomia e soberania, está colocando essas pessoas em igualdade ou superioridade a instituições centenárias. Qualquer profissional precisa ter alçada de trabalho. A gente não pode criar personagens para funções. Autonomia é fazer por si só o que é determinado por alguém. Soberania é estar acima de qualquer coisa. Carta branca é soberania. Ninguém pode ter carta branca.
Esta foi a terceira passagem de Felipe Ximenes pelo Fluminense. As primeiras foram em 2006/2007, quando foi auxiliar técnico, e 2008/2009, época em que ocupou a função de gerente de futebol.
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