Festejado pelos torcedores, elogiado pelo técnico Renato Gaúcho, o principal reforço contratado pelo clube até aqui deixou claro que pode ser o condutor do time, como fora na vitoriosa campanha do Brasileiro de 2010. Naquela temporada, ele jogou as 38 partidas do time no campeonato.
Além do gol, o segundo do Fluminense, e da assistência para Wagner fazer o terceiro, o argentino se destacou pela precisão. Dos 29 passes que deu, só errou um. O aproveitamento nas finalizações foi total. Um chute, uma bola na rede. Conca não se concentrou apenas na parte central do campo. Também caiu pelas laterais e buscou acionar os companheiros com bolas levantadas para a área.
Ficou claro que a forma física já melhorou. O camisa 11 deu piques e tentou puxar contra-ataques quando o cronômetro quase marcava 90 minutos. Assim como ocorrera nas duas primeiras rodadas, esteve no gramado o tempo todo. E isso sob sol forte e muito calor em Volta Redonda.
- É bom ver o Conca fazer um golaço, mas também pelo que fez durante a partida. A gente espera que na frente ele não sinta o desgaste. É um jogador inteligente, tem qualidade muito grande. O importante é jogar o que sabe. Vai nos ajudar – disse Renato Gaúcho após o jogo.
Desde o retorno ao clube, Conca tem chamado a atenção. Nos treinos durante a pré-temporada em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio, não perdeu uma atividade sequer. Sempre em campo, sempre em destaque. Foi assim nos coletivos e na vitória por 3 a 0 no jogo-treino contra o Grêmio Mangaratibense.
Pouco a pouco, o argentino cresce tecnicamente e fisicamente. E dá sinais de que os dois anos e meio no futebol chinês, de pouca competitividade e nível inferior, não o prejudicaram. Ao contrário. Conca sempre diz que ainda tem muito a dar ao Fluminense, e o trabalho já começou.
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