quinta-feira, 4 de julho de 2013

Flu usa tempo de atraso do Tribunal para preparar Michael


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Os protestos e manifestações que tomaram o país nas últimas semanas causaram efeitos até no TJD-RJ (Tribunal de Justiça Desportiva). Alguns julgamentos foram adiados pelo órgão por conta das dificuldades de locomoção ao Centro da cidade. Um dos casos é do atacante Michael, do Fluminense, pego no exame antidoping com a presença de cocaína em maio, e que até agora não foi ao tribunal. O time carioca tem utilizado o tempo para preparar o jovem e fazer com que ele cumpra uma suspensão voluntária.

Ao contrário de casos como dos meias Deco e Carlos Alberto, julgados cerca de 45 dias após a confirmação do doping, a situação de Michael, que admitiu o consumo de cocaína, foi vista como sendo mais delicada e recebeu mais tempo do TJD. Os protestos causaram novo atraso, mas o julgamento deverá ocorrer ainda no final deste mês. Como os 30 dias de suspensão preventiva já se esgotaram, o atacante de 19 anos está cumprindo uma pena voluntária, que pode ser abatida do tempo da punição final. Ele pode ser impedido de atuar por até dois anos.

Maradona vibra após gol contra a Grécia, em jogo que a Argentina venceu facilmente por 4 a 0. Ele foi flagrado no doping por presença de efedrina natural e mais quatros derivados sintéticos Arquivo/Reuters

O clube recebeu na última terça-feira um prazo de dez dias para que apresente novas provas e também tem aproveitado o tempo extra para preparar Michael. Ele segue com acompanhamento psicológico e tem recebido visitas constantes dos pais no apartamento onde mora, nas Laranjeiras. Segundo pessoas próximas, o atacante não vai à festas e shows e passou a frequentar no máximo alguns restaurantes - muitas vezes com funcionários do Flu - para se distrair.

"É óbvio que a gente busca a absolvição, mas estamos falando de um caso de doping por cocaína, com declaração de culpa. A gente vai batalhar para ser liberado, mas a alternativa é reduzirmos ao máximo a pena. Acredito que o fato dele ser jovem, da droga ser um problema social, possa sensibilizar os jurados, mas não tem como entrar na cabeça deles", disse o advogado do Fluminense, Mário Bittencourt. 

A estratégia de tratamento tem se apoiado em manter o jogador em atividade. Ele foi para os Estados Unidos com a delegação tricolor durante a parada do calendário do futebol brasileiro para a Copa das Confederações. Disputou jogos-treino, marcou gols e só ficou de fora do duelo contra o Orlando City, amistoso com caráter oficial. Constantemente é visto conversando com o técnico Abel Braga nos treinamentos e mostra boa condição física e técnica nos coletivos.


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