segunda-feira, 27 de maio de 2013

Consórcio do Maracanã tenta seduzir Fluminense


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Apesar de já ter sido inaugurado para a Copa das Confederações, o Maracanã para os clubes cariocas ainda é uma realidade distante. Dificuldades nas negociações entre as entidades e o Consórcio Maracanã S.A – formado por Odebrecht, IMX e AEG – emperram, por ora, uma chance de acordo.

A demora para se fechar o contrato é em razão de a proposta inicial por parte do consórcio ter sido considerada ruim pelos clubes. Três executivos, um de cada empresa participante, têm se encontrado separadamente com diretores e presidentes de Flamengo e Fluminense. A negociação está sendo feita de acordo com a média histórica de público de cada um no estádio.

A primeira oferta prevê que os clubes não pagariam aluguel pelo uso. Porém, a carga de ingresso foi considerada baixa por ambos.

No caso do Flu, que já tem um memorando de intenções assinado, o Consórcio cedeu e aumentou o número de bilhetes e espaços de publicidade para comercialização, além de um prêmio que envolve a construção do sonhado CT. Porém, a diretoria do Flu acredita que pode conseguir camarotes para negociar.

O governo do estado, apesar de já ter anunciado o vencedor, ainda não marcou uma data para assinar a concessão da gestão por 35 anos com o Consórcio. No momento que isso acontecer, passa a valer o prazo de 90 dias para que o gestor apresente um contrato com pelo menos dois grandes clubes do Rio para atuarem no estádio por 35 anos.

Por meio da assessoria, o Consórcio confirmou que está negociando com os clubes, mas não irá se pronunciar mais detalhadamente enquanto o contrato com o governo do Rio ainda não for assinado.

Botafogo quer o Maracanã

O Botafogo quer o Maracanã para mandar seus jogos no Rio enquanto a interdição do Engenhão persistir. Para o clube, esta interdição não deve durar mais que dois anos, por causa do prazo para o estádio ser usado em 2016.

Assim, após ser liberado pela prefeitura para negociar outro estádio para jogar no Rio, já que a concessão pelo Engenhão é de uso exclusivo, a diretoria procurou o Consórcio com a proposta de jogar no estádio por um período de até dois anos. Porém, as negociações ainda não avançaram.

CT do Flu quase na mão

Edifício
Pelo acordo alinhavado entre Flu e Odebrecht, a construtora pagará ao clube cerca de R$ 11 milhões pelas luvas contratuais. O dinheiro será usado exclusivamente para a construção do centro de treinamento profissional, no terreno da Barra da Tijuca. O valor é 80% do necessário para construir o CT.

Entrave
Para não sofrer com penhoras, o Flu estuda criar uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para a construção do CT. A segunda hipótese é que a Odebrecht faça o pagamento diretamente à empreiteira que fará a obras. O Flu já terminou o estudo do solo do terreno e descobriu ele não é pantanoso, o que deixa a obra mais barata do que se imaginava a princípio.

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