O meia Wagner deixou a vitória por 2 a 0 do Fluminense contra o Emelec, na última quarta-feira, com vários hematomas por socos que levou durante os 90 minutos. Apesar disso, o camisa 19 não torce para enfrentar adversários mais 'leais' na sequência do torneio internacional. Elogiando o desempenho dos árbitros sul-americanos em lances disciplinares, o jogador acredita que a habilidade dos tricolores pode ocasionar expulsões nos rivais.
No duelo contra o time equatoriano, o Fluminense sofre várias faltas duras e viu o adversário ter dois jogadores expulsos na segunda etapa. Para Wagner, a arbitragem carioca poderia adotar o estilo dos jogos da Libertadores, sendo mais rígida com jogadas maldosas e não marcando tantas simulações.
"Se for analisar pelo lado da arbitragem, seria melhor pegar um time que bate mais. Podemos tirar jogadores deles na partida, medo não temos. Respeitamos e enfrentamos de peito aberto, se o adversário bate, vamos para o drible para tentar retirar algum jogador deles e ter uma vantagem", disse Wagner.
Na próxima fase, o Fluminense enfrentará Olimpia-PAR ou Tigre-ARG, ainda sem local definido. O time argentino, que venceu o primeiro jogo por 2 a 1, ganhou fama na final da Sul-Americana de 2012 ao protagonizar lances ríspidos contra o São Paulo e uma confusão no intervalo. Wagner minimiza o possível encontro e diz que não se importa se tiver que 'apanhar' para avançar às semifinais.
"Acho que vale [sofrer pancadas] até falei depois do jogo que quanto mais pancadas e cicatriz, significa que estamos indo mais longe. Contanto que não seja uma lesão grave, se for na bola e com lealdade, tudo bem. Os jogos ficarão mais complicados, mais difíceis", finalizou o armador.
O Fluminense terá mais nove dias de treinamento até o duelo pelas quartas de final da Libertadores. Nesta terça-feira, a atividade será realizada em período integral. Deco e Michael, suspensos preventivamente por doping, e Valencia, lesionado, são os desfalques atuais na equipe carioca.
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