Abel Braga disse em entrevista recente ao GLOBOESPORTE.COM que uma saída de Fabio do Fluminense seria benéfica para a sua carreira. Com isso acabaria a eterna desconfiança que gera o fato de ele ser seu filho. No entanto, aos poucos o volante vai conquistando seu espaço. E hoje vive o momento mais especial desde que foi promovido aos profissionais. Com a ausência de Diguinho da temporada nos Estados Unidos, a convocação de Jean para a seleção brasileira e a recuperação de Valencia, Fabio vem treinando entre os titulares e provando no dia a dia que pode, sim, se livrar do incômodo rótulo.
É este o pensamento do atleta, que reconhece pensar nisso sempre que entra em campo. Mas, ao mesmo tempo, considera que a situação está administrada e que o contato com o pai é extremamente profissional para evitar qualquer tipo de comentário. Quanto ao futuro, Fabio respeita a opinião, mas garantiu que Abel nunca irá decidir o seu caminho.
- Hoje estou aqui. Se ele acha isso eu respeito. Mas não vai ser ele quem vai resolver. Essa questão de pai e filho costuma estar na minha cabeça e até incomoda um pouco, mas administro bem. Estou em um bom momento, em evolução e vou seguir trabalhando muito para conquistar meu espaço - afirmou Fabio, que foi o único jogador a iniciar o jogo-treino contra o Orlando City entre os titulares e permanecer na etapa final.
- Foi um treino excelente. Soubemos administrar bem a bola e sair na hora certa. Isso se fez necessário principalmente em função do calor incrível que tem feito aqui em Orlando.
Fred vira parceiro, conselheiro e rival no futevôlei
No Fluminense, Fabio fez amizades e ganhou alguns conselheiros. O próprio Abel disse que Felipe e Edinho costumam dar muito apoio aos garotos que sobem de Xerém. Mas um em especial virou um grande parceiro do volante: Fred. Vizinhos no Leblon, a dupla está sempre junta. É comum ver fotos de apostas que os dois colocam nos seus perfis no Instagram em partidas de futevôlei. Fabio garante que vence a maioria e que o camisa 9 é pato. Mas o sorriso só sai do rosto quando a conversa envolve sua cadela Meg e o cachorro de Fred, Dom.
- A minha é fêmea. Não vou dar moral para o Dom não (risos). Mas o Fred é um cara super humilde, um ídolo para mim e para muitos brasileiros. Merece tudo que ele tem. É uma referência, mas é fraquinho no futevôlei (risos) - brincou.
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