Bicampeão brasileiro pelo Fluminense, o zagueiro Leandro Euzébio é de uma época que Xerém não era tão fértil na revelação de talentos quanto nos dias atuais. Formado nas divisões de base do clube, ele deixou o Flu com apenas 20 anos, em 2001. Precisou esperar nove temporadas para voltar às Laranjeiras e, enfim, ter uma oportunidade entre os profissionais. Preocupado com a molecada que hoje trabalha no centro de treinamento onde deu seus primeiros passos, fez questão de ir lá nesta sexta-feira para bater um papo com eles e aconselhá-los.
- Foi bem tranquilo. Já tinha jogado ali, fiquei lembrando da minha época. Fiz visita à sala de fisioterapia, à dos fisilogistas e ao refeitório. Vi a garotada lá em campo e fui falar algumas coisas para eles. Dificilmente algum profissional ia lá em Xerém, a gente não tinha essa oportunidade de estar com eles. Sem dúvida nenhuma a garotada de hoje tem mais oportunidades. Falei que eles têm de aproveitar a chance que receberam. O elenco do Fluminense (profissional) hoje em dia é todo mesclado com a base. É preciso cabeça boa. Se não tiver isso, tudo vai por água a baixo - afirmou.
Pautado na própria experiência de vida, Euzébio lembra que a concorrência por uma vaga na defesa tricolor era muito grande no início dos anos 2000. Por isso, busca passar ânimo a garotos que tenham de repetir sua trajetória: deixar o Flu em busca de maiores chances.
- Quando saí, o Fluminense tinha muitos zagueiros bons. Graças a Deus pude voltar, ganhar dois títulos brasileiros e nas duas vezes com a defesa menos vazada. Às vezes, o cara está ali no clube não tendo muita oportunidade e pode ir para outro clube e ser feliz. Mas tem que ter sempre a vontade de voltar para o Fluminense. Assim aconteceu comigo - recorda.
O defensor reservou um olhar especial para dois garotos que encontrou em Xerém: o volante Valdir e o meia Douglas, ambos levados por ele de Cabo Frio, sua terra natal. O irmão de Euzébio, Carlos Alberto, que tenta iniciar a carreira de empresário, aguarda com expectativa um posicionamento da diretoria tricolor sobre o destino da dupla. Segundo o camisa 4, Douglas está mais perto de um acerto por ora.
- Tem dois garotos de Cabo Frio. Consegui que eles pudessem fazer o teste. Espero que possam se firmar e ficar no Fluminense. Os garotos são o Valdir (de 13 anos) e o Douglas (15). Sou amigo da família do Valdir. Já o Douglas eu e meu irmão vimos jogando e achamos melhor trazê-lo para o Fluminense. Sei que o Fluminense está muito satisfeito com o Douglas. O Valdir está um pouquinho acanhado, mas acho que tudo vai dar certo. Espero que repitam tudo que fizeram em Cabo Frio e cheguem no Fluminense comendo a bola - encerrou.
0 comentários:
Postar um comentário