Sem poderio financeiro para repôr possíveis saídas, como a de Thiago Neves, que negocia sua transferência para o futebol árabe (Al-Hilal e Al-Shabab fizeram propostas), o Fluminense deve apostar na receita de combinar a experiência de jogadores como Fred, Deco e Diego Cavalieri e a juventude de atletas criados em Xerém, como Samuel, Marcos Júnior e Eduardo.
O diretor acredita que este é o caminho do sucesso para a equipe, e confia na sensibilidade do técnico Abel Braga para saber o melhor momento de lançar os jovens.
- O Fluminense sempre teve uma boa formação na base. Mas não pode um time ter só jovens ou só experientes. O Abel vai saber medir o momento certo de usar os garotos - disse o dirigente.
Outro representante da leva dos experientes, o volante Edinho espera que a receita de não mexer muito no elenco continue e ser seguida, apesar de saber que algumas mudanças são inevitáveis. Ele aposta que o atual time tricolor tem condições de brigar pelo título das competições que disputar.
- Vivi esta situação no Internacional. Renovavam os jogadores e os resultados não vinham. Os grandes clubes contratam reforços, mas acredito na manutenção do elenco. Não conquistamos título este ano ainda, mas chegamos na final do Carioca e por pouco não avançamos na Libertadores. Os grandes times da Europa fazem contratos longos. Paciência também é preciso, não adianta mudar todo o ano - disse o volante, que tem contrato até o fim do ano e ainda não foi procurado para tratar de uma possível renovação.
Sobre a possível saída de Thiago Neves, Edinho disse que gostaria que o amigo permaneça.
- É muito importante. Nos jogos mais difíceis, ele sempre colocou a cara para bater. Se machucou, mas, quando entrou em campo, foi bem. É um amigo, espero que não saia.
Quarto colocado com nove pontos, o Fluminense volta ao Brasileiro no dia 7 de julho, no clássico com o Botafogo. A partida será na Arena Pernambuco.
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